adicionar aos favoritos | Lençóis Paulista/SP

15/11/2007 21:59
A foto não tem nada a ver com o que expresso aqui em poucas palavras. Coloquei ela porque não lembrei de uma melhor. Ela é uma que tirei numa Rave da XXXperience em setembro deste ano, a primeira Rave que fui. Mas encerro aqui com a foto porque do mais não é relevante.
A porra das novelas
Eu diria que podemos resumir as novelas da Globo em uma palavra, bem suja, bem podre, bem mal: VINGANÇA. Talvez seja uma vingança eu expressar o meu incontentamento com elas, mas não posso deixar de denunciar essas porcarias de novelas da Globo, porque, porra!, só se vê maquinação, raiva, traição, armação, só coisa ruim! Não tem uma porra de uma novela que mostre coisas mais brandas! Tudo bem que vão falar que tem o amor, os casais, a família boazinha etc. e tal, mas vamos contar a porcentagem de coisas boas e ruins para ver qual ganha? Prestem atenção!
Sabem por que da minha preocupação com isso? O Homem biológico, a espécie "homo sapiens sapiens" (entre aspas porque a merda do itálico não funciona) tem um caráter muito particular, independente de qualquer cultura (para os antropólogos de plantão ver nota no final do texto). Este caráter é chamado de DESEJO MIMÉTICO, bem demonstrado pelo antropólogo francês René Girard. Outros autores o identificaram também, mas Girard talvez seja o mais notável e com maior trabalho a esse respeito hoje.
Esse desejo mimético significa que o ser humano tem um desejo, independente de qualquer coisa, mimético, isto é, um desejo de imitação de seu próximo, muitas vezes inconsciente, que tampouco percebemos. Querem um exemplo? Peguem uma criança de três anos, faça qualquer coisa diferente na frente dela (como chutar a bola de um jeito específico) e entenderá a evidência concreta do desejo mimético. Se quiser saber mais e ter a certeza disso, faça testes psicológicos, psiquiátricos, leia as obras de René Girard etc.
Nesse sentido, um trilhão de famílias assistindo um monte de porcarias vindas da porcaria da Globo, talvez sobretudo de suas novelas, passam, inconscientemente, a desejar os desejos de outros contidos nas novelas e, se esses desejos são ruins, logo estas pessoas poderão desejar coisas ruins, sem tampouco tomar consciência de tal.
O desejo mimético é o desejo do outro. Eu desejo o desejo do outro.
Lembra que nossa mãe nos falava para nós não andarmos com gente estranha, gente mal caráter etc? Ela estava nos prevenindo dos males que o desejo mimético pode nos trazer, sem mesmo saber conscientemente da existência dele. É claro que existem exceções e que muitas pessoas tem sua personalidade e seu caráter bem coesos, bem consistentes, de tal forma que esta pessoa não caia nos desejos ruins. Entre outros, às vezes também a pessoa não precisa ter sua personalidade e caráter coesos, basta ela ter em mente a importância do perdão nas relações humanas.
Portanto, é por tudo isso que exponho acima, e mais um pouco, que concluo que as porras das novelas da Globo são uma merda para a sociedade brasileira, sobretudo talvez às famílias! Quanto mais porcaria tem no ambiente do ser humano, mais probabilidade há de ele ter porcarias em sua constituição. Notem que uso a palavra probabilidade, ou seja, não quer dizer que o nexo de causalidade seja determinista em todos os casos.
Para mim, assistir novela da Globo é como mergulhar, metaforicamente, no rio Tietê em São Paulo. É algo que me dá nojo, aversão! Arrrrrrrrrrrrrrrgh! Porra!
NOTA
Antropólogos de plantão, antes de mais nada tirem essa carapaça seletiva de uma meia dúzia de autores que vocês lêem e que dizem que uma natureza humana não existe; abram, antes, os olhos para a antropologia que é produzida fora do Brasil e, mais do que isso, para a antropologia que seus professores não passam a vocês! Além disso, parem de pensar que o que seus professores passam é aquilo que é cientificamente melhor, mais aceito, porque isso é uma empulhação talvez inconsciente. Mesmo porque também ser cientificamente melhor ou mais aceito para a Ciência não quer dizer que, necessariamente, o melhor ou mais aceito é aquilo que corresponde coerentemente com a estrutura da realidade. Quanto aos autores que existem no mundo e os autores que lhes são passados, basta olhar para a porra da quantidade de autores que existem no todo e para a quantidade de autores que lhes são passados.
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Obrigado pelos comentários do último post!
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Abraços e até a próxima!